domingo, 6 de novembro de 2011

CASA SEGURA PARA IDOSOS

Adaptações em casa ajudam a garantir velhice saudável



Veja no infográfico as pequenas mudanças que podem evitar acidentes na terceira idade

Carina Martins, iG São Paulo

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Adaptações em casa ajudam a garantir velhice saudávelVeja no infográfico as pequenas mudanças que podem evitar acidentes na terceira idade
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Adaptações em casa ajudam a garantir velhice saudávelVeja no infográfico as pequenas mudanças que podem evitar acidentes na terceira idade
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O segredo da juventude eterna não é fingir que a velhice nunca chega. Chega para nós, para nossos familiares e para quem mais tiver sorte. Fazer vista cansada para a última e cada vez mais longa fase da vida pode fazer com que ela não seja aproveitada em sua plenitude. Da mesma forma que a desinformação e a falta de cuidado atrapalham na infância, adolescência e vida adulta, também podem prejudicar os idosos. Mas muitas vezes a simples aceitação da necessidade de adaptações cotidianas pode ser dolorosa para toda a família. “Ajuda precisamos todos, sempre, em qualquer fase da vida. Então, não é uma coisa estranha que alguém precise de alguma colaboração em alguma coisa”, lembra a psicanalista Délia Goldfarb, diretora da organização Ger-Ações. Não é estranho, mas reconhecer e aceitar as novas necessidades costuma ser difícil.
Perceber que adaptações simples, como ver que o tapetinho da sala pode estar se tornando uma ameaça à segurança de um familiar – ou à sua própria – é um processo doloroso, que mexe com a dinâmica dos relacionamentos. Mas é o primeiro e importante passo para realizar adaptações para evitar acidentes e promover qualidade de vida. A mortalidade de idosos com 60 anos ou mais por quedas, no Estado de São Paulo, aumentou quatro vezes nesta década, segundo balanço da Secretaria de Estado da Saúde. O índice passou de 7,6 óbitos por 100 mil idosos em 2000, para 28,4 mil em 2008. As quedas, por definição, são causas evitáveis. E a maior parte delas acontece em casa.
Mesmo as quedas mais leves podem ter consequências. “Quem cai fica com medo e vergonha de cair de novo. Isso leva a um círculo vicioso, porque a pessoa começa a se restringir em termos de atividades. A inatividade gera imobilidade, que por sua vez diminui a força, a massa e o tônus, e aí, vai cair de novo”, diz Sérgio Paschoal, coordenador do programa de prevenção de quedas do Hospital das Clínicas, em São Paulo. “Aí a família superprotege, começa a só deixar sair acompanhado. Além de tudo leva a isolamento social, depressão e até institucionalização”.
Banheiro

Foto: Tricia Vieira / Fotoarena Ampliar
Banheiro adaptado na Vila Dignidade, em Avaré (SP)
“O banheiro é um local em que se cai muito. As pessoas molham o piso e vira um verdadeiro sabão. Às vezes não tem como trocar o piso, mas há alguns tapetes de borracha que grudam no chão – não pode ser qualquer um, porque se for um que escorregue é pior", explica Sérgio Paschoal, coordenador do Programa de Prevenção de Queda. "Mesmo se o piso for antiderrapante, você tem que ter barras de apoio sólidas. No mínimo, a velocidade e a energia da queda serão menores”, completa. Segundo ele, as barras são importantes também para evitar que as pessoas usem alternativas de apoio, como a torneira, que podem agravar a queda. “Existem adaptações muito legais, que são cadeiras pregadas na parede, cujo assento é dobrável para a parede. A pessoa desdobra, senta e toma banho mais tranqüilo”, diz.

Ainda no banheiro, é fundamental que o vaso sanitário seja elevado e tenha barras laterais ou apoio para os braços. “Se a pessoa não tiver força no quadríceps, ela desaba, pode até quebrar o vaso e se machucar mais ainda”, diz Sérgio. As antigas adaptações de alvenaria para elevar o vaso sanitário causavam má-impressão e era evitadas em muitos casos em que eram necessárias. Hoje, é possível encontrar assentos removíveis em casas de materiais cirúrgicos: causam menos impacto visual e permitem que o banheiro seja usado também por quem dispensa a adaptação. Mesmo que haja uma resistência inicial a essas adaptações, o coordenador do Programa de Prevenção de Quedas explica que, em sua experiência, elas acabam sendo aprovadas pelos idosos, porque permitem que eles dispensem ajuda.
Corredor
Um dos lugares mais perigosos de uma casa, segundo Sérgio Paschoal, é o caminho do quarto para o banheiro. E isso tem muito a ver com a iluminação. Ao mesmo tempo em que é melhor evitar superfícies e lâmpadas muito brilhantes porque os olhos já não se adaptam com tanta rapidez à claridade, é fundamental que exista uma iluminação acessível. “Tem que ter iluminação fácil. Ou se deixa uma luz permanentemente acesa ou algo que não é preciso procurar muito, como os abajures que acendem com um toque. Não adianta ter uma luminária em que é preciso procurar o interruptor. Esse problema de sair do escuro para o claro é muito sério”, explica.
Uma regra que vale para a casa toda é especialmente importante neste trajeto: o caminho tem que estar sempre completamente livre. “O tapetinho é o grande vilão. Mas também tacos soltos, carpetes com sobras e dobras, fio de telefone, brinquedos, móveis baixos e com pontas, animais de estimação pequenos, tudo isso é um prato cheio para quem tem um andar mais arrastado sofrer um acidente.”
Escada

Foto: Tricia Vieira / Fotoarena Ampliar
As casas adaptadas da Vila Dignidade são térreas e com espaços amplos e sem obstáculos
As escadas completam o trio crítico de áreas da casa no que diz respeito a quedas. O pior tipo é a escada tradicional de sobrado, com janela no topo e iluminação frontal. “A luz bate de frente e quem olha para baixo não vê o degrau”, explica Sérgio. O ideal é que os carpetes sejam evitados. Se houver, devem ser sem estampas – que enganam o olhar – e perfeitamente lisos e esticados. Além disso, é bom que exista uma sinalização de cor contrastante na ponta do degrau. O corrimão deve ser firme, ficar dos dois lados, começar antes da escada e terminar um pouco depois. A altura do degrau também não pode variar. “Não pode ter altura de degrau variada. Seu corpo se acostuma com aquela altura e não precisa nem ser idoso para tropeçar.”
O melhor ponto de partida é diferenciar autonomia e independência. Depender de apoio para realizar atividades diárias, como fazer a própria higiene e se vestir tira um pouco da independência, mas não nos tira a autonomia de decidir sobre a própria vida. Falta de autonomia é quando já não se pode decidir sobre coisas essenciais de sua vida. À medida que o tempo passa, vamos perdendo primeiro essa independência relativa, e depois a autonomia. Não conseguir fazer as atividades da vida diária não significa que a pessoa está doente, significa uma fragilidade.
Chegando lá
A parte prática das adaptações pode ser muito mais simples do que a conversa familiar necessária para chegar lá. “À medida que o tempo passar, você vai precisando de mais recursos para fazer as coisas com segurança. A questão é se você tem ou não consciência desses recursos. Se a pessoa é consciente e com bom senso, vai construindo essas adaptações. E se existe um bom diálogo familiar, vai construindo essas adaptações com a família”, explica Délia. “Agora, se é uma família altamente conflitiva – porque um pouco todas são –, onde nunca houve diálogo sobre as necessidades de qualquer um de seus membros, e as necessidades não foram respeitadas, aí o diálogo vai ser mais difícil e o processo de criar adaptações também.”
Se a conversa em casa estiver muito complicada, a saída é procurar a ajuda de profissionais. “Se a família sozinha não consegue produzir essa mudança ou a produz com um custo emocional alto demais, se alguém está sofrendo muito por isso, existem profissionais que orientam, que ajudam, que apóiam. Hoje em dia na gerontologia tem muitos profissionais que se dedicam exatamente a essas intervenções familiares de acompanhar essa mudança, que vão construindo caminhos para esse diálogo que falta”, orienta Délia.



Disponivel em: http://delas.ig.com.br/casa/arquitetura/adaptacoes+em+casa+ajudam+a+garantir+velhice+saudavel/n1237726491017.html

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Profissionais da terapia ocupacional celebram dia nacional dedicado a área


Disponivel em: http://conselho.saude.gov.br/ultimas_noticias/2011/13_out_terapeutaocupacional.html





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Comemora-se hoje, 13 de outubro o Dia Nacional do Terapeuta Ocupacional. A profissão foi regulamentada no Brasil há 42 anos pelo Decreto-Lei 938 em 13 de outubro de 1969. Os formados nesse curso desenvolvem atividades na saúde, na assistência social, na educação, na cultura, e desenvolvimento sustentável de pessoas, grupos, populações e comunidades, tanto urbanas como rurais e tradicionais (indígenas, ciganos, nômades), em todos os ciclos de vida.


De acordo com o conselheiro nacional de saúde e presidente da Associação Brasileira dos Terapeutas Ocupacionais (ABRATO), José Naum, os profissionais dessa área atuam, entre outros pontos, na busca pela funcionalidade e autonomia do ser humano em todas as suas atividades.


“A atividade humana em toda sua expressão é o instrumento terapêutico do Terapeuta Ocupacional, que seleciona, analisa e adapta a atividade a cada indivíduo e situação, dividindo-a em fases, observando e determinando os aspectos motores, psíquicos, sensório-perceptivos, socioculturais, micropolíticos, cognitivos e funcionais necessários à realização da mesma, potencializando o alcance de objetivos próprios a cada pessoa sob seu cuidado”, ressaltou.


No campo específico da saúde, Naum explica que existe uma ação focada na promoção, prevenção do adoecimento e cuidado à pessoa com perdas funcionais, sejam elas físicas, cognitivas, da saúde mental, sociais, relacionais, de direitos e cidadania. “O terapeuta ocupacional celebra cada ganho de independência da pessoa sob seu cuidado, seja por meio da reabilitação física quando este sofreu perdas, da agregação psíquica nos equipamentos da rede de saúde mental, no cuidado intensivo nas UTIs neonatal e adulto ou nos leitos de internação diminuindo os efeitos negativos da hospitalização sobre o cotidiano do sujeito em internação hospitalar, entre outros pontos”, afirmou.


Conquistas


Em 42 anos de profissão regulamentada a área apresenta alguns ganhos como a inclusão na política nacional de saúde mental, inserção da terapia ocupacional na atenção básica e no sistema prisional.


Outros avanços diz respeito à previsão de um terapeuta ocupacional em UTI neonatal e adulto, o reconhecimento pela Resolução CNAS nº 17 de 20 de junho de 2011 como profissional do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), organização política consolidada e articulada com eventos técnico-científico-político-culturais fortalecidos e com história, autonomia profissional com excelente integração a equipes multiprofissionais.


Desafios


No entanto, no dia em que se comemora o dia do terapeuta ocupacional algumas barreiras ainda precisam ser superadas. Entre elas está, de acordo com José Naum, oportunizar o acesso à população brasileira a esta graduação em universidade pública, com o objetivo de no mínimo uma graduação em universidade pública por estado.


“Além disso, está posto como desejo expresso e necessidade dos profissionais terapeutas ocupacionais, a separação do Conselho Federal e Regionais que têm a missão de regulamentar e fiscalizar o exercício profissional.


Como o sistema conselhos é unido a fisioterapia isto têm trazido vários danos a profissão de terapia ocupacional. Urge para toda a categoria uma ação do Estado Brasileiro, não permitindo que uma categoria venha a legislar sobre outra”, afirmou.


Atualmente existem no Brasil aproximadamente 17 mil profissionais formados em Terapia Ocupacional. São 72 universidades, a maioria privada e concentrada no sul e sudeste do país.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Mais um site legal

Mais uma vez fiquei um longo periodo sem conseguir registrar coisas aqui, mas acreditem, tenho varios artigos que considero interessante, e de acordo com o tempo serão publicados.

Hoje venho apenas para compartilhar mais uns sites interessantes, pois coisa boa a gente tem sim que dividir a quem possa se interessar...

seguem...

http://www.expertsonline.com.br/index.asp
Que tras artigos atualizados, especialmente na area neurologica.
http://proautinclusao.blogspot.com/2011/09/atrasos-do-desenvolvimento.html
Para quem trabalha ou é mãe de crianças no processo de inclusao, e sempre surgem tantas duvidas e preocupações.

http://sites.google.com/site/anotacoesemobesidade/home
Este site reune diversos artigos sobre obesidade e qualidade de vida, temas que estao muito proximos a tantos casos com que temos que lidar além das queixas principais.

http://educarparacrescer.abril.com.br/jogos/
Reune atividades e jogos para se desenvolver de maneira impressa ou no proprio computador.


Espero que essas dicas sejam uteis, e que cada vez mais eu consiga postar aqui...
Até a proxima

Ana

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A ROTINA E A VIDA DA CRIANÇA


A rotina na vida da criança e quais os benefícios que ela proporciona para a formação dos pequenos.
1- Uma casa onde as crianças acordam na hora do almoço e, correndo, porque estão atrasadas para escola, com certeza, irão acordar, de verdade, em sala de aula. É obvio que a fome vai aparecer durante a aula, o que acabará por comprometer o rendimento escolar.
2- Não saber onde estão os calçados, ou mesmo o uniforme, com certeza não é uma boa referência de organização, e um bom exemplo, para a criança.
3- Assistir televisão na hora do jantar é um péssimo hábito. A criança não presta atenção no que come e na quantidade de alimento que está ingerindo, e, além disso, a família perde a preciosa oportunidade de conversar e interagir.
4- Tropeçar nos brinquedos que ficam no meio da sala, além de perigoso não é um estímulo positivo. A criança precisa aprender que cada coisa deve ter o seu lugar, e, se desde pequeno, cuidar das suas próprias, será mais independente e organizado.

Assim sendo, a criança deve ter hora estabelecida para dormir e acordar. Dessa forma ela estará bem desperta e disposta para concentrar-se na escola. O processo de aprendizagem é facilitado pela condição de atenção em que a criança está. Dormir muito tarde, além de não ser bom para saúde, acarreta em prejuízo para as atividades do dia seguinte.

No caso de crianças ainda muito pequenas, horários controlados e rotineiros evitarão que ela fique com sono e mal humorada, propiciando que ela esteja disposta e atenta aos estímulos.

Horários para refeições, com pequenas variações, são necessários para organização do dia, e principalmente para saúde das crianças. Acordar próximo da hora do almoço e comer pão, tomar leite ou cereais irá retardar o horário do almoço, lanche da tarde e jantar.

A saúde está ligada a uma alimentação equilibrada, que deve ser bem pensada, elaborada e que necessita de um tempo para ser preparada. É necessário o planejamento de compras e de preparo, a fim de que as refeições não sejam comprometidas.

A higiene está ligada à rotina também. Ao acordar, o banho, o escovar os dentes e o trocar de roupa antes do café da manhã, são atividades necessárias, e uma vez estabelecidas, evitará as brigas entre filhos e mães logo cedo. Mais do que limpa, a criança bem cuidada é saudável.

O local e os horários em que a criança deve estudar precisam ser estabelecidos com critério. A mesa e a cadeira proporcional ao tamanho da criança possibilitarão um maior aproveitamento. Evitar barulhos paralelos oferecerá uma melhor capacidade de concentração, portanto, aumentará as chances de um resultado mais satisfatório na aprendizagem.

A rotina sob este aspecto, na vida da criança, é boa e saudável. Cada família deve usar o bom senso para estabelecer a sua, considerando as necessidades da criança, e o beneficio que tal atitude irá promover.

domingo, 18 de setembro de 2011

Divulgando...

Pequenos lutadores, grandes guerreiros

Crianças que praticam lutas marciais ficam menos agressivas e aprendem princípios de respeito e disciplina

Carla Hosoi, especial para o iG São Paulo | 05/05/2011 12:31
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Foto: Denny/Fotoarena Ampliar
Pietro e o professor Nelson Pompei, de Limeira: classe de boxe chinês tem entre 3 e 6 anos
Com rápidos movimentos de braços e pernas, os doze alunos da turma de boxe chinês da Academia Shaolin, em Limeira, interior de São Paulo, chutam e socam o ar. A luta, conhecida como sanshou, palavra que significa “mãos livres”, é uma arte marcial bastante específica para o combate. Por isso, as idades de seus praticantes espantam: eles têm de 3 a 6 anos. É cedo demais para a prática de uma modalidade agressiva? Nada disso.

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A atividade física certa para o seu filho
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Tammy tem apenas 5 anos, mas desde os 4 já sabe: chutes e socos, só no tatame. As crianças nunca entram em confronto direto e exercitam os golpes em aparadores e sacos de pancada. Em pequenos gestos cotidianos, como silenciar para ouvir o professor ou aguardar sua vez para executar um movimento, ela e seus colegas assimilam o significado de disciplina, companheirismo e respeito. “Ninguém aqui ensina a bater. Eles aprendem uma técnica através de brincadeiras, de exercícios para trabalhar a coordenação motora e o lado espiritual”, explica Cássia Soares Pompei, mãe de Tammy, professora e proprietária da academia ao lado do marido Nelson Pompei, atual técnico da seleção brasileira de boxe chinês.
Para Cássia, o aprendizado das aulas estende-se à rotina de Tammy. “Além de aprimorar a coordenação motora, o boxe proporciona um gasto de energia necessário a crianças dessa idade. Ela passou a dormir melhor e ficou menos agitada”, diz. “O Pietro também aprendeu muito com o boxe. Passou a ser mais concentrado. Obedece melhor, respeita limites e passou a entender que ajudar o outro é fundamental”, completa Lídia Canvian, mãe do pequeno boxeador que divide o tatame com a menina.
As meninas são maioria na turma – e também as mais beneficiadas pela prática. Para a psicóloga Vera Sugai, praticante de judô e estudiosa das artes marciais, o suposto caráter masculinizador das lutas marciais é totalmente ultrapassado. “Por meio dessas artes, a menina ou mulher penetra num mundo que não é o dela. Quando fazemos parte deste universo marcial, temos que ser mais rápidas, objetivas. As conexões neurais aumentam e ampliam nossas percepções. Com isto, ficamos mais inteligentes e equilibradas”.

Foto: Denny/Fotoarena Ampliar
Tammy, 5 anos: lutar promove o gasto de energia necessário para a idade
Disciplina vs. agressividade

O estímulo à prática de uma luta costuma vir dos pais. Lucas, por exemplo, tem 3 anos e meio e, apesar da pouca idade, o pai, praticante de karatê, não hesitou em matriculá-lo no judô. “Esta arte é mais que um combate. É uma filosofia de vida, envolve o respeito ao próximo, o companheirismo, a superação dos próprios limites e de frustrações. É uma arte que ajuda na formação do caráter”, argumenta o pai, Pedro Paulo Allbio.
Para garantir um ambiente saudável e adequado ao filho, Pedro Paulo visitou cerca de sete academias até encontrar a ideal. “Assisti as aulas, conversei com o professor, com o proprietário. Percebi que são profundos conhecedores daquela arte e que, além do foco filosófico, tinham também profissionalismo para lidar com crianças”, conta. “Ludicidade, adaptação dos movimentos e a não indução à violência e competitividade também foram fundamentais na minha escolha”, diz o pai.
É preciso garantir que a escola de luta incentive a disciplina, não a violência. “As artes marciais sempre tiveram um papel fundamental na educação e constituição do caráter do ser humano. Se há uma pedagogia e filosofia no ensinamento, a criança não compreende os movimentos como um instrumento de agressividade”, explica o pedagogo e professor de judô Sumio Tsujimoto, da Kitô Academia de Artes Marciais.
A fórmula funciona na academia de Limeira. “Nunca tivemos reclamação de pais em relação aos filhos terem aplicado chutes ou socos em coleguinhas da escola”, diz Cássia.





 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

http://delas.ig.com.br/filhos/educacao/9-passos-para-impor-limites/n1237982354564.html

ACHEI ESSA MATERIA ESTREMAMENTE IMPORTANTE...

 ESTOU DIVULGANDO E ENTREGAREI PARA AS MAMÃES DE MEUS PACIENTES...

ESPERO QUE GOSTEM
ANA

 

9 passos para impor limites

Terapeuta, autora, mãe e avó, Diane Levy separa as atitudes que valem a pena das que só gastam energia e compartilha sua fórmula para ter filhos disciplinados

Camila de Lira, iG São Paulo


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9 passos para impor limitesTerapeuta, autora, mãe e avó, Diane Levy separa as atitudes que valem a pena das que só gastam energia e compartilha sua fórmula para ter filhos disciplinados
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Foto: Getty Ampliar
Interpretar a atitude da criança é chave para impor limites
Na incansável luta para impor limites, muitas vezes os pais desperdiçam mais energia do que deviam. Para evitar isso, a psicóloga neozelandesa Diane Levy, autora do livro “É Claro que Eu Amo Você... Agora Vá para o Seu Quarto!” (Editora Fundamento) e especializada no aconselhamento de pais, separa aquilo que apenas cansa daquilo que dá certo na hora de educar os filhos.
“Há um bom punhado de coisas que fazemos ao tentar educar as crianças e que simplesmente não ajudam”, ela comenta, em depoimento ao iG Delas. “Quando você evita explicar muito, avisar muito, adular, subornar, ameaçar e punir, você poupa tempo e energia e mantém a sua dignidade como pai ou mãe. Quando você pede, diz e deixa a distância emocional fazer o trabalho, suas crianças rapidamente aprenderão que quando você pede que eles façam algo – ou que parem de fazer algo – eles não tem alternativa a não ser fazê-lo”.
Segundo Diane, reconhecer e evitar estratégias exaustivas e inúteis torna os pais mais convincentes em suas ordens ou instruções. Ela explicou, a pedido do iG Delas, as atitudes menos efetivas na hora de impor limites – e, do outro lado, as que mais garantem êxito. Leia abaixo os conselhos.
Foto: Divulgação Ampliar
Diane Levy: "Quando você evita explicar muito, avisar muito, adular, subornar, ameaçar e punir, você poupa tempo e energia e mantém a sua dignidade como pai ou mãe"
1. Não se explique demais

“Quando pedimos para uma criança fazer algo ou para parar de fazê-lo, nosso hábito é de seguir com uma grande explicação de porquê tal ação é necessária. Se nossos filhos não respondem à primeira explicação, pensamos que ela não teve apelo para eles (ou que eles apenas não a entenderam) e, então, gastamos tempo e energia em tentar convencê-los novamente”, explica Diane.
Se a criança não entendeu porque está sendo solicitada a fazer ou deixar de fazer algo, dificilmente ela será convencida por mais e mais explicações. O que ela precisa entender é que tudo o que você pede é para o bem dela – e assim será até ela crescer.
2. Não dê mais de um aviso
“Ao dar várias chances e avisos, nós mostramos às crianças que não acreditamos naquilo que dizemos e que não esperamos uma ação efetiva até darmos muitos e muitos avisos”, diz Diane. “A maioria das crianças entende que enquanto os pais estão nesse ‘modo de aviso’, nada irá acontecer com elas”. Portanto, seja firme.
3. Não adule
Você se pega usando frases como “se você arrumar seu quarto, ganha um chocolate” ou “faça toda a lição e te dou um brinquedo” com frequência? Pense melhor. “Quando os adultos se esforçam adulando e coagindo as crianças para que elas façam o que devem, isso significa que só os pais estão fazendo o trabalho duro, enquanto os filhos esperam uma recompensa convincente o bastante para encorajá-los a começar uma tarefa que não é mais que obrigação deles”.
4. Não suborne
As crianças devem ser acostumada a agir dentro de um senso de obrigação. “Se o único jeito de conseguirmos fazer com que as crianças façam o que mandamos é oferecendo algo, nos deixamos vulneráveis a ter que pensar em maiores e melhores ‘mimos’ com o tempo. Além disso, essa ação dá às nossas crianças a permissão de perguntar ‘o que você me dará se eu fizer isso?’ – e esse não é um bom hábito para se encorajar”, resume Diane.
5. Não ameace
Ameaças funcionam com "se você não fizer isso.. então eu irei…”. Diane explica que, assim, você abre um contrato e isso dá margem para a criança negar a oferta. "Aprendi essa lição muito cedo com o meu primeiro filho. Quando dizia 'Robert, se você não guardar seus brinquedos agora, não iremos ao parque essa tarde', ele apenas respondia 'tudo bem'. E eu ficava sem saber para onde ir", relembra.
"Outro problema em ameaçar é que, se você fala que irá fazer algo, é obrigado a cumprir isso. A maioria das ameaças que tem como objetivo persuadir a criança a fazer o que foi pedido nos pune mais do que a elas", explica Diane. E exemplifica: “Os pais ameaçam: 'Se você não fizer isso imediatamente, não verá mais TV pelos próximos três dias'. É mais provável que a vida de quem fique mais difícil com essa ameaça?".
6. Não puna
Segundo Diane, algumas crianças aprendem através das punições, mas muitas se tornam ressentidas, irritadas e se sentem tratadas de forma desleal. “Também, se usarmos a punição, nossos filhos podem simplesmente aprender como aguentá-las – e voltarem a fazer aquilo que tentamos evitar”, afirma.
Mas se os pais deixarem de explicar, avisar, adular, subornar, ameaçar e punir, o que eles podem fazer? Diane sugere uma estratégia simples, com três passos: peça, diga e aja.
7. Peça uma vez só
Diane recomenda que os pais simplesmente peçam o que deve ser feito e observem a resposta do filho. Isso dará a eles uma informação importante. “Quando as crianças se negam a fazer o que foi pedido, eles usualmente expressam uma das três formas a seguir: tristeza, irritação ou distanciamento”, ensina ela.
A tristeza é simbolizada por chateação. “Eles parecem ofendidos e dizem ‘por que eu?’”, descreve. A irritação se manifesta em confronto: “eles discutem e acusam você de ser injusto com eles”. O distanciamento é caracterizado por indiferença. “Eles ignoravam você, olham para outro lado e continuam o que estão fazendo”, completa Diane. “Tudo isso significa que a criança não fará aquilo que pediu”. Mas como reagir?
8. Diga de maneira enérgica
“Vá até o seu filho – isso pode ser um pouco difícil para os pais, pois significa que eles terão que parar aquilo que estavam fazendo, levantar e ficar do lado da criança”, orienta Diane. Segundo ela, a presença próxima vale a pena. “Uma vez que aparecemos perto da criança, ela sabe que isso significa que ela terá que fazer o que foi pedido”.
A autora recomenda que os pais falem baixo – isso mostra que eles estão no controle tanto da própria voz quanto da criança – e que olhem seu filho nos olhos.
9. Aja
Se seu filho não respondeu a nenhuma das ações anteriores, você precisa fazer algo. “A coisa mais efetiva que você pode fazer é usar a ‘distância emocional’ até que ele esteja pronto para fazer o que foi pedido”, aconselha Diane. “Pegue-o no colo ou pela mão e o leve para o quarto. Diga firmemente ‘você é bem-vindo para se juntar à família assim que estiver pronto para fazer o que pedi’, e deixe-o sozinho”, completa. Lembre-se: o seu filho tem o poder de se reunir à família ao fazer o que lhe foi pedido.

Quando as crianças são maiores – e tirá-las do lugar é mais difícil – Diane recomenda que os pais apenas determinem consigo mesmos: “eu não farei nada até que ele esteja pronto para fazer aquilo que eu pedi”. E continuem com o que estiverem fazendo, normalmente. “Quando a criança aparecer com um pedido, você pode calmamente lembrá-la de que ficaria feliz em atendê-la, assim que ela fizer aquilo que foi estabelecido (e ignorado) anteriormente”, diz a autora. “Ele pode fazer duas ou três tentativas para chamar sua atenção, mas vai acabar entendendo que precisa fazer o que foi solicitado pelos pais”, finaliza.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

'Bob Esponja' pode prejudicar atenção de crianças de 4 anos

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/974210-bob-esponja-pode-prejudicar-atencao-de-criancas-de-4-anos.shtml


12/09/2011 - 20h40



Um estudo sugere que assistir a apenas nove minutos do desenho animado "Bob Esponja" pode provocar problemas de atenção e de aprendizagem em crianças de 4 anos de idade. A velocidade das imagens do desenho foi apontada como responsável pela falta de concentração.

Divulgação
O personagem-título do desenho animado "Bob Esponja"
O personagem-título do desenho animado "Bob Esponja"

A pesquisa observou 60 crianças, divididas em três grupos. O primeiro assistiu a "Bob Esponja"; o segundo a "Caillou" --um desenho de ritmo mais lento--; e o terceiro tinha a opção de desenhar. Após nove minutos, elas passaram por testes de função mental: aquelas que tinham visto "Bob Esponja" se saíram pior que as outras.
Em outro teste, que mediu autocontrole e impulsividade, as crianças que assistiram a "Bob Esponja" foram classificadas como ansiosas, pois esperaram apenas dois minutos e meio para abrir lanches oferecidos pelos pesquisadores. Os outros dois grupos esperaram pelo menos quatro minutos.
A maioria das crianças eram brancas e de famílias de classe média ou rica. Elas receberam testes comuns de função mental depois de ver desenhos animados ou desenhar. As que assistiram a "Bob Esponja" marcaram, em média, 12 pontos a menos que os outros dois grupos, cujos resultados foram quase idênticos.
Pesquisas anteriores já haviam ligado o hábito de assistir TV ao déficit de atenção em crianças, mas o novo estudo sugere que problemas mais imediatos podem ocorrer após pouca exposição.
Em média, desenhos infantis têm cerca de 22 minutos de duração, por isso, ver um episódio inteiro "pode ser mais prejudicial", segundo os pesquisadores. No entanto, eles disseram que são necessárias mais provas para confirmar a ideia.
Os resultados devem ser interpretados com cautela, mas os dados parecem reforçar a ideia de que a exposição à televisão é uma questão de saúde, segundo Dimitri Christakis, especialista em desenvolvimento infantil do Hospital Infantil de Seattle, que escreveu um editorial que acompanha o estudo publicado nesta segunda-feira na revista "Pediatrics".
A professor de psicologia Universidade da Virgínia, Angeline Lillard , principal autora do estudo, disse que o desenho "Bob Esponja" não deve ser destacado. Ela encontrou problemas semelhantes em crianças que assistiram desenhos de mais velocidade de imagens.
O porta-voz da rede de televisão Nickelodeon, que transmite o desenho, David Bittler, contestou as conclusões. "'Bob Esponja' é destinado a crianças de 6 a 11 anos."
Lillard disse que foram escolhidas crianças de 4 anos, pois é a idade em que se vê mais desenvolvimento em habilidades de autocontrole. O estudo não pode determinar se crianças de outras idades seriam afetadas da mesma forma.
A pesquisadora ainda disse que o estudo tem algumas limitações. As crianças não foram testadas antes de assistir à TV e todas tiveram resultados parecidos na avaliação dos pais de seu comportamento.

sábado, 11 de junho de 2011

Espaço para cursos

Espaço para cursos

CURSO DE CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL EM OFICINA MEMÓRIA ATIVA EM TAUBATÉ - SP



O curso é direcionado à Terapeutas Ocupacionais e profissionais da educação e da saúde.

DIAS 06 E 07 DE AGOSTO DE 2011 DAS 8H AS 18H - SÁBADO E DOMINGO

O valor do curso é R$210,00 a vista ou R$230,00 em duas ou mais vezes.
Local: Centro Integrado Audioclin. Avenida Itambé, 34. Santa Luzia. Taubaté- SP

Organização:
 Terapeuta Ocupacional Ana Luisa, através do email: analuisa.terapeutaocupacional@gmail.com ou pelo telefone 12- 97164068
 ou com Claudia Maluf no telefone 91192103.


Conheça este trabalho no www.memoriativa.ato.br





















Terapeuta Ocupacional Angélica Varejão/CREFITO 9733-TO.

Ministrante da Oficina Memória Ativa durante 3 anos no SESC Centro – Curitiba, SESC da Esquina-Curitiba, Associação dos Aposentados da Caixa Econômica Federal – PR,Associação dos Professores do Paraná, Associação dos Aposentados da Prefeitura de Curitiba.

Practitioner em Neurolinguística pela SBHH

Formada Neuropsicologia e Arte pelo Espaço Viver com Arte – São Paulo

Pós-graduanda em Neurociência pela PUC –PR

Reabilitadora efetiva em deficiência visual, mental e física na Fundação Centro de Atenção ao Deficiente, FUNAD – João Pessoa –PB

quarta-feira, 27 de abril de 2011