sábado, 30 de junho de 2012

Tirando fraldas do seu filho com autismo: vamos lá!

LI ESSE ARTIGO OUTRO DIA, E ACREDITO QUE TEM DICAS PARA TODOS OS PAPAIS E MAMAES QUE ESTAO NO PROCESSO DE RETIRADA DE FRALDAS. 


ESPERO QUE POSSA AJUDAR.


BOA SORTE, E LEMBRE-SE, NENHUMA MUDANÇA ACONTECE DO DIA PARA A NOITE, O PROCESSO É LENTO E NAO PODEMOS DESISTIR. 







A tarefa de tirar a fralda do seu filho e ensiná‐lo a usar o vaso sanitário é uma parte inevitável na vidinha dele: em algum momento você vai ter de enfrentar essa tarefa, que algumas vezes é fácil, algumas vezes frustrante e algumas vezes totalmente enervante. Quando seu filho tem autismo, o grau de ansiedade vai aumentar 100 vezes. As dificuldades de entendimento das regras sociais e de comunicação, somadas a questões sensoriais leves a graves podem aumentar a complexidade de uma situação já estressante. As boas notícias é que a maioria, se não todas crianças com autismo podem ser ensinadas a usar o vaso sanitário de maneira adequada. Pode levar mais tempo do que o esperado, pode requerer algumas “aulas preparatórias” antes de conseguir chegar ao banheiro, se ainda não sabe você com certeza vai precisar aprender a usar ferramentas visuais de ensino, e pode ter sua paciência testada como nunca teve até agora. Com medo só de pensar nisso? Compreensível. Mas pense nisso: tirar as fraldas é uma habilidade essencial na vida do seu filho, e ele nunca vai conseguir perceber isso sozinho. Ele depende de você para tomar a iniciativa e conduzir o processo. A autonomia futura dele depende da aquisição dessa habilidade, não importa quanto tempo você vai lutar para ensiná-­‐la. Uma criança com 3 anos que ainda não tirou as fraldas ainda é aceita pelos seus amigos da mesma idade; aos 5 anos, isso pode diferenciá-­‐lo de maneira negativa aos olhos dos seus colegas e seus pais, principalmente se já freqüenta escola. Aos 8-­‐9 anos, não saber usar o vaso faz dele um alvo para gozação, sem mencionar que vai dificultar conseguir amigos. Aos 12...bem, você entendeu. Essa é uma habilidade que você não pode simplesmente jogá-­‐la na privada, dar descarga e esquecer dela. 
Espante o medo que constantemente gruda em você, arregace as mangas, aprenda um pouco antes de começas e adote uma atitude positiva. No final, a atitude positiva vai ser uma ferramenta mais importante para seu filho se livrar das fraldas do que você supunha. Pronto? Vamos lá! 
Seu filho está pronto para tirar as fraldas? 
Você pode quere responder essa pergunta baseado no que os “outros” fazem – como a idade que um irmão mais velho ou amiguinho tirou as fraldas. Ou até naquele vizinho que aprendeu em apenas um fim de semana. Ou no que você leu em algum livro sobre desenvolvimento infantil. Por favor, não fique preso nesse jogo de comparação. Sua tarefa é perceber quando o seu filho estiver pronto para tirar as fraldas, baseando-­‐se nas pistas que você observar no seu filho e o que você sabe sobre as habilidades dele em outras áreas (como atenção, imitação, vestir-­‐se, etc.). Sua prontidão para usar o vaso é uma combinação de aspectos do desenvolvimento – como controle muscular – e habilidades aprendidas. Se você estiver começando a tirar as fraldas por que você decidiu estar na hora sem avaliar o estágio de prontidão dos seu filho, bem, você pode esperar alguns resultados bem ruins. Na maioria das vezes, tirar as fraldas depende da agenda dele, não da sua. Dito isto, dois parâmetros de idade entram na jogada. Espere pelo menos até que acriança tenha 18 meses para começar a tirar a fralda. Se ela chegar aos 4 anos e ainda não tirou as fraldas, faça disso uma prioridade.
E você? Está preparado para começar um programa “tirando as fraldas”? Seu sucesso depende do seu tempo, esforço e habilidade para permanecer firme no programa. Se o seu filho está na escola, é preciso que o professor ou acompanhante estejam prontos ou abertos a participar do processo. O mesmo vale para babás. Conseguir tirar as fraldas depende de persistência, persistência e mais persistência. Começar, parar ou mudar um esquema no meio pode Sr confuso para a criança e sua necessidade de rotina e monotonia. Todos os participantes devem estar em sintonia, ter entendido muito bem o programa usado, querer gastar tempo e energia nessa tarefa. Como comandante e capitão da “brigada” do banheiro, é sua função conseguir que essa persistência aconteça. Pode tomar algum tempo e atenção a mais, mas ter uma criança independente e feliz merece o esforço. 
Sinais de que seu filho está pronto para começar a tirar as fraldas

  • Fica seco por uma ou duas horas direto e também durante as sonecas 
  • Há um padrão entre o comer e o beber e quando ele faz xixi 
  • Mostra visivelmente que está fazendo xixi ou cocô (agacha, segura as 
  • calças, cruza as pernas, se esconde, etc.) 
  • Indica desconforto com a fralda molhada ou suja ou tenta tirá-­‐la 
  • Vai ao banheiro ou senta-­‐se no vaso por conta própria 
  • Mostra interesse nas reações ao ver pessoas usando o banheiro (os sinais 
  • podem ser sutis) 
  • Consegue ficar sentado reto por 5 minutos durante uma atividade 
  • Pode abaixar e levantar as calças com ajuda 
  • Consegue seguir algumas instruções verbais ou visuais (como “senta” ou 
  • “levanta”) 
  • Não apresenta nenhum problema físico ou médico que possa interferir 
  • nesse aprendizado 
  • Como o autismo interfere no aprendizado para usar o banheiro? 
  • As dificuldades das crianças com autismo nas áreas de linguagem/comunicação, processamento sensorial, habilidades sociais, pensamento social e controle do comportamento podem ter que ser levadas em consideraçãopara establecer a melhor maneira de tirar as fraldas. No seu ivro 
  • Toilet training for individuals with autism and other developmental disorders (Tirando as fraldas de indivíduos com autismo e outros problemas de desenvolvimento), Maria Wheeler sugere que deve-­‐ se observar os seguintes aspectos antes de começar . Alguns podem ser problemas a serem resolvidos ou contornados (como dificuldades sensoriais) enquanto outros podem ser usados de maneira positiva (como a preferência por rotina):
  • Dificuldades de planejamento motor (sentar-­‐se reto, controle muscular) 
  • Consciência sensorial (sentir a bexiga cheia ou uma fralda molhada)
  • Habilidades de comunicação, inclusive habilidades receptivas, expressivas e interpretação literal das instruções 
  • Nível de imitação 
  • Hiper ou hipo sensibilidade aos estímulos 
  • Preferência por previsibilidade e rotina 
  • Dificuldade em se ajustar a situações novas 
  • Habilidades de aprendizagem seqüencial 
  • Níveis altos de ansiedade 
  • Prepare-­se! 
  • Tirar as fraldas envolve mais aspectos do que simplesmente ensinar a criança a fazer xixi ou cocô no vaso sanitário. Pense sobre a sequência inteira de comportamentos envolvidos no uso do banheiro, do começo ao fim, antes de começar. Então decida como vai ensinar a rotina 
  • toda. Por exemplo:
  • Checar o esquema visual para comer, beber e chegar ao banheiro ou reconhecer independentemente a necessidade de fazer xixi ou cocô 
  • Ir ao banheiro e checar o esquema para uso do banheiro (se existe) 
  • Fechar a porta, se for o caso 
  • Tirar a roupa (abaixar as calças e/ou calcinhas ou cueca ou levantar saia) 
  • Sentar-­‐se no vaso, relaxar e esperar 
  • Fazer xixi ou cocô no vaso 
  • Pegar o papel higiênico, limpar-­‐se, jogar o papel no vaso ou lixeira 
  • Sair do vaso, dar descarga uma vez, fechar a tampa 
  • Vestir-­‐se 
  • Lavar e secar as mãos, pendurar toalha ou jogar fora toalha descartável 
  • Checar de novo o esquema visual para uso do banheiro (se estiver ali) 
  • Sair do banheiro e checar o esquema visual principal sobre o que fazer a 
  • seguir. Você precisa ensinar primeiro alguma das habilidades que o seu filho ainda não aprendeu que fazem parte da rotina de tirar e vestir a roupa, seguir um esquema visual ou lavar as mãos? Se a resposta for sim, ensine primeiro estes procedimentos antes de começar o treino para uso do banheiro. Seu filho precisa de algum suporte especial para conseguir permanecer sentado no vaso. Se a resposta for sim, consulte um fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional sobre isso. 
  • Vamos dizer que tudo está em ordem e você já está pronto para começar. Seu próximo passo é juntar o material e as informações necessárias para se planejar:
  • Uma tabela onde você registra uma ou duas semanas sobre o padrão de fazer xixi/cocô do seu filho (durante o dia) 
  • Reforçadores (isto é, pequenos prêmios para o comportamento adequado) 
  • Calças apropriadas para a fase ou calcinhas/cuecas (as fraldas são proibidas!) 
  • Um adaptador para o vaso sanitário (piniquinhos ou mini vasos são proibidos!) 
  • Uma escadinha ou banquinho para que ele possa subir e descer do vaso e apoiar os pés enquanto sentado
  1. Mantenha os reforços/recompensas no banheiro para que você não tenha de procurá-­‐los na hora “H”. 
  1. Use muitos lembretes para você e para seu filho. Programe seu telefone para bipar a cada 30 minutos para lembrá-­‐lo de começas a rotina do banheiro. 
  1. Organize uma atividade relaxante ou de baixa estimulação logo antes do horário do banheiro para que seu filho esteja mais relaxado antes de começas a rotina. 
  1. Escolha um método e permaneça nele. Dê a qualquer método pelo menos várias semanas para saber se funciona ou não. Se você não conseguir notar resultados positivos em duas semanas, repense seu programa e procure por inconsistências ou erros nos seus métodos de ensino. 
  1. Ajude seus “assistentes escolares” durante o programa: mande roupas adicionais, uma copia do seu esquema visual, etc. para a escola. 
  1. Compartilhe com o professor do seu filho as informações que podem alterar o programa: comidas diferentes ou medicações novas. 
  1. Use instruções simples e conmcretas para dizer ao seu filho o que fazer. Não diga “Não faça xixi no chão”; diga “Faça xixi no vaso”.
  1. Fale devagar, claramente e de maneira específica. Lembre-­‐se de que as pessoas com autismo podem ter dificuldades com instruções orais. A maioria vai precisar de mais tempo para processar suas palavras e formular uma resposta. 
  1. Prefira dar uma instrução do que fazer uma pergunta durante o program. Por quê? Por que uma resposta válida para “Você quer ...?”é “Não”.
  1. Não levante sua voz, agarre ou ameace a criança. Levantar a voz sua voz parece uma coisa natural quando se quer obediência, mas seu objetivo é 
  1. ensinar, não punir ou amedrontar seu filho sobre o uso do banheiro. 
  1. Use histórias Sociais (Carol Gray) para ensinar habilidade e maneiras 
  1. relacionadas ao uso do banheiro. 
  1. Ensine seu menino primeiro a fazer xixi sentado, depois mais tarde 
  1. ensine fazer de pé. “Alvos” (que possam ser levados pela descarga) para acertar com o xixi podem ser um bom estímulo. Cereais coloridos são uma boa opção. 
  1. Vista a criança com roupas fáceis de vestir e tirar durante o programa. Calças de moletom ou calças ou saias com elástico na cintura são mais fáceis do que zíperes e botões. Ela precisa ser bem sucedida quando faz a coisa certa. 
  1. Tirar as fraldas é mais fácil no verão. As crianças usam menos roupas. 
  1. Use cuecas ou calcinhas; elas ficam molhadas e “avisam”a criança. Para 
  1. ajudar a proteger seus móveis, tapetes e assoalho, tente calças plásticas usadas sobre a calcinha ou cueca ou forrar o chão e mobília durante o programa. 
  1. Pense na camiseta também. Se for muito comprida pode “ficar no caminho”. 
  1. Crianças aprendem com exemplos: seja um modelo. Se tudo bem para você, deixe que seu filho assista como usar o banheiro. Ou use irmãos ou amigos para mostrar como se faz direito. 
  1. Certifique-­‐se que o banheiro seja um lugar relaxante, não um ponto de tensão. Cheque se não há elementos estressantes no banheiro que possam incomodar os sistema sensorial do seu filho: ventilador no banheiro, luzes piscantes, textura do assento do vaso sanitário, textura do piso do banheiro, cheiros, etc. 
  1. Algumas crianças relaxam com música, que pode ser incluída na rotina de uso do banheiro. 
  1. Ponha o que o seu filho mais gosta de ver (personagem de desenho, pôster, calendário) na parede em frente ao vaso em altura que ele possa ficar olhando enquanto estiver sentado. 
  1. Se o seu filho pula impulsivamente do vaso para olhar outras coisas no banheiro, remova-­‐as da vista durante o programa ou ponha uma pequena mesa de plástico sobre seu colo enquanto ele fica sentado. Dê-­‐lhe alguns brinquedos ou promova algumas atividades que ele goste e possa fazer sobre a mesa. 
  1. Arrume um timer para que seu filho saiba quanto tempo vai ficar sentado no vaso.
  1. Lavar as mãos: use instruções bem precisas como : “lave por um minuto” (use um timer) se o seu filho ficar repetindo a mesma parte da seqüência ou a usa para brincar. 
  1. Quanto é muito papel higiênico. Ensine a criança a pegar um determinado tanto de papel, marcando um lugar na parede até onde desenrolar o papel e então cortá-­‐lo. 
  1. Evite usar sabonetes, loções ou lenços umedecidos perfumados na rotina do banheiro. Algumas crianças ligam o perfume ao comportamento. Sentir aquele perfume nas próprias mãos pode servir de estímulo para que “use o banheiro” nos lugares errados. 
  1. Acidentes vão acontecer com certeza. Tente ficar calmo e não punir nem censurar. Em vez disso, use as conseqüências naturais: “Quando você faz xixi no chão tem que me ajudar a limpar:. (Garanta que ele ajude). 
  1. Durante a limpeza tenha o mínimo de interação social. A atenção verbal pode ser reforçadora para algumas crianças. 
  1. Calcinhas ou cuecas molhadas ou sujas devem ser imediatamente trocadas para a criança não ser dessensibilizada da sensação de umidade ou sujeira em contato com sua pele. 
  1. Preste atenção e procure por comportamentos apropriados e elogie! Lembre-­‐se: Ficar seco é o comportamento alvo. Não aponte tudo o que ele estiver fazendo de errado. 
  1. Faça uma pequena celebração toda vez que seu filho for bem sucedido no uso do banheiro. Muitas palmas e elogios ajudam. (A não ser que seu filho seja hipersensível ao barulho). 
  1. Cubra seu esquema de dicas visuais com plástico para não molhá-­‐lo, principalmente se ele for colocado perto da pia. 
  1. Se o seu filho reagir negativamente a sentar-­‐se no vaso, procure por pistas para descobrir os motivos. Pode ser uma reação ao contato com o vaso, sentir-­‐se inseguro/desequilibrado sobre o vaso,medo do barulho da descarga, medo de cair dentro do vaso e do contato com a água. Faça a adaptação necessária. 
  1. Sentar-­‐se confortavelmente ao vaso é essencial. Use um apoio para apoiar os pés e garanta um apoio para as costas da criança.
  1. Se o equilíbrio é um problema, faça com que seu filho se vire para a parte de trás do vaso, apoiando os braços no reservatório de água ou as mãos na parede atrás do vaso. 
  1. Algumas crianças se apavoram com o barulho da descarga. Grave o barulho e brinque com a criança com o volume bem baixo, aumentando devagar até que a criança aprenda a tolerar o barulho. Ou use fones de ouvido durante a rotina do banheiro.
  1. Se o seu filho for fascinado pela descarga, certifique-­‐se de que seu esquema de figuras mostre quando dar descarga e também quantas vezes (uma).
  1. Para o treinamento noturno, evite alimentos e bebidas com cafeína, pois estes aumentam a quantidade de urina. 
  1. Não consumir líquido depois das 18:00. Isso vai ajudar q criança a ficar seca durante a noite. 
  1. Se o seu filho ficar doente durante o programa, adie a rotina e comece de novo quando ele sarar. 
  1. Se o seu filho parece estar muito estressado com o programa “tirando fraldas”, desista por algumas semanas. Se necessário, comece de novo gradualmente. Primeiro consiga que ele sente-­‐se no vaso com a tampa fechada enquanto ele ainda estiver com fralda, depois mude para que ele sente com a tampa aberta e assim por diante. 
  1. Quando seu filho tiver aprendido como usar o banheiro, não remova todas as dicas visuais. Mude para dicas visuais mais simples ou outros com aparência mais natural. 
  1. Vá retirando as dicas assim que puder. 
  1. Para crianças que fazem xixi ou cocô muitas vezes ao dia, devido a um 
  1. constante consumo de comida ou bebida, considere um programa que 
  1. inclua um consumo mais organizado de comida e bebida. 
  1. Quando fora de casa, procure imediatamente pela localização dos 
  1. banheiros. Saber onde ir antes ajuda a reduzir o estresse se precisa usar o 
  1. banheiro. 
  1. Se o seu filho fica confuso com banheiros que tenham vários boxes (como 
  1. em banheiros público e escolares) ensine a criança a entrar no primeiro 
  1. box com porta aberta. 
  1. Se o barulho do secador de mãos em banheiros públicos incomoda seu 
  1. filho, use earplugs ou lenços umedecidos com voc6e. 
  1. Não comece a tirar fraldas em épocas de grandes mudanças, como a volta 
  1. da mãe ao trabalho, mudança de casa, mudança para uma cama maior. Qualquer mudança na rotina pode aumentar o estresse.
Primeiro, colete dados sobre os hábitos do seu filho de urinar e fazer cocô. Colete dados de meia em meia hora e anote na tabela por pelos menos uma semana; duas semanas é melhor ainda. Certifique-­‐se de que a escola/babá use o mesmo tipo de tabela de maneira a conseguir um bom panorama que indique os padrões da manhã, depois do almoço e à noite antes de dormir. A cada Meira hora cheque se a criança fez xixi (na fralda, vaso ou outro lugar) ou cocô (fralda , vaso ou outro lugar). Anote o que observar de importante. Antes de começar seu programa de ensinar a usar o banheiro você terá registrado seus hábitos urinários e intestinais. Mas não pare aqui. Continue preenchendo sua tabela durante todo o programa de treinamento para uso do banheiro. Isso vai fornecer informações importantes não apenas para planejar como fazer, mas também para entender melhor os acertos e erros que possam ocorrer. 
Selecione alguns reforços para usar durante o programa. O que é um reforço? É alguma coisa que seu filho goste e que pode funcionar aumentar a possibilidade de que o comportamento desejado ocorra novamente. Reforços podem ser elogios verbais, comida, doces, bebidas, brinquedos, livros, joguinhos de computador ou brincadeiras. (Comida, doces e bebidas podem não ser as escolhas mais indicadas para treino de uso do banheiro, especialmente logo depois de uma refeição). Invente uma musiquinha bem curta e animada com muitas palmas e “vivas”para estimular seu filho a ficar bem animado com a situação. Independente do que você escolher como reforço, certifique-­‐se de que isso só acontece durante a “sessão” uso do vaso e em nenhum outro momento do dia. Por exemplo, se o seu filho gosta especialmente de determinado vídeo, permita que ele o assista somente depois de um episódio bem sucedido de uso do banheiro. Este é um dos elementos mais importantes do programa. Sem um bom reforço para motivar seu filho, suas tentativas podem ser mal sucedidas. Outro conselho sobre reforços: não escolha o reforço para o seu filho baseado no que “todas as crianças” gostam. Pense nos interesses do seu filho para encontrar o que tem mais apelo para ele e que estejam disponíveis somente durante o treino do banheiro. E lembre-­‐se que os reforços podem perder a graça rapidamente. Certifique-­‐se de os reforços sejam “poderosos” durante todo o programa, fazendo mudanças se necessário. 
Dê a partida! 
Para algumas crianças, comprar um vídeo ou um livro sobre o assunto é o suficiente. A maioria das crianças, no entanto – e especialmente a maioria das crianças com autismo – precisam de mais orientação, mesmo anteriores às idéias associadas com o “ tirar as fraldas” tradicional. Resumimos abaixo três métodos para ensinar uso do banheiro: dia do banheiro, esquemas com figuras com criação de hábito, e sistemas de fichas. Leia os resumos para decidir qual pode ser mais atrativo para você e seu filho. Nos três casos, primeiro comece fazendo a tabela sobre os hábitos urinários e intestinais do seu filho para saber quando ele faz xixi e por quanto tempo ele fica seco. 
1. Dia do banheiro (treinamento intensivo)
Este método requer um tempo e um local dedicados só para o ensino do uso do banheiro. Pode ajudar ter duas ou três pessoas que se revezem. Seu filho deve estar com sua roupa debaixo habitual, sem fraldas, pull-­‐ups ou calças de treinamento. Dê-­‐lhe bastante líquidos para estimulá-­‐lo a fazer xixi e aumentar as oportunidades para premiar (reforçar) tentativas bem sucedidas. Coloque-­‐o no vaso desde sua primeira acordada por 3 a 5 minutos, então use a tabela para saber com que freqüência você vai colocá-­‐lo de novo no vaso (5 a 10 minutos antes do horário normal de funcionamento da bexiga e do intestino. Se ele se mantiver seco entre as “visitas” ao vaso, aumente gradualmente (alguns minutos de cada vez) os intervalos entre elas. Se houver um acidente, volte a diminuir o tempo entre as visitas para o tempo inicial. Se a criança conseguir fazer xixi ou cocô no vaso, use os reforços. Se ela não fizer nada, ensine-­‐o a ficar de pé, vista-­‐ se (com ajuda, se preciso) e diga num tom neutro de voz: “Você não precisava fazer xixi agora”. Os pais variam sobre como pássaro tempo enquanto a criança fica sentada no vaso. Alguns defendem uma diversão, com jogos, quebra-­‐cabeças ou interação social. Outros defendem que se evite isso, para que a criança não fique dependente desse tipo de situação para usar o banheiro. Confie na sua intuição sobre o que funciona melhor para o seu filho. 
2. Esquemas com figuras e criação de hábito 
Comece tirando fotografias que serão a base do esquema visual que vai usar com o seu filho: fotos dos reforços/prêmios que o seu filho gosta e fotos das ações que você vai premiar. Você pode tirar fotos dele indo ao banheiro, abaixando as calças, sentando-­‐se no vaso, fazendo xixi ou cocô, pegando o papel higiênico e se limpando, subindo as calças, dando descarga, lavando as mãos, enxugando as mãos, deixando o banheiro, ganhando o seu prêmio. Se o seu filho não fizer ou não conseguir fazer isso, consiga que uma criança faça isso e tire fotos. Coloque as fotos em um lugar neutro e bem visível, como a porta do banheiro, na seqüência apropriada, ilustrando a rotina do começo ao fim. Garanta que as fotos fiquem na altura dos olhos da criança. 
No treinamento para a criação de hábito, a criança vai para o banheiro e faz a rotina em horários determinados. Ë importante que todos os adultos envolvidos estejam motivados para respeitar o programa determinado e não iniciar a rotina conforme for mais conveniente para cada um. Na hora determinada, a criança começa a rotina do banheiro de acordo com o esquema visual, tendo dicas e ajuda de um adulto se precisar. Ir ao banheiro não é uma opção da criança, como “Você está com vontade de fazer xixi?”. Se for a hora marcada, a rotina começa. A criação de hábito pode funcionar bem para as crianças que tem pouca ou nenhuma consciência/percepção da necessidade de fazer xixi ou cocô, e não percebe (ou não se importa) se a fralda ou a roupa está molhada ou suja. Este método usa a grande preferência por rotina e mesmice de muitas crianças com autismo. 
Os esquemas com figuras também podem ser usados com outras formas de ensino de uso de banheiro que seguem uma rotina mais natural baseada em acontecimentos do dia (isto é, acordar, ir ao banheiro, tomar café da manhã, ir ao
baheiro, ir à escola, banheiro, etc.) mas o treinamento de hábito geralmente requer o uso de fotos ou outras dicas visuais. 
3. Sistema de fichas 
Os sistemas de fichas estão mais relacionados a premiar o comportamento da criança do que ensinar a rotina de treinamento de uso do banheiro. Você começa escolhendo o sistema de fichas. Uma ficha é um objeto que representa alguma outra coisa. Por exemplo, seu filho ganha uma estrela toda vez que for ao banheiro e depois que juntar duas estrelas, ele ganha 5 minutos do seu jogo predileto. O adulto cria um quadro de fichas, adicionando as fichas a medida que vai ganhando, de maneira que a criança possa saber visualmente quando vai ganhar o seu prêmio/recompensa. À medida que a criança progride, o sistema se expande. Por exemplo, ela pode precisar ganhar 4 estrelas para conseguir o jogo, depois 8 estrelas e assim por diante. 
O sistema de fichas são mais apropriados para crianças que apresentam um certo grau de auto-­‐controle de comportamento. No começo você pode usar o sistema de fichas como uma parte da rotina de uso do banheiro, por exemplo, fazer xixi no vaso. Quando a criança conseguir fazer isso de maneira consistente, você pode expandir o uso do quadro de fichas para outras aquisições, como tirar a roupa e vestir ou lavar as mãos.
50 dicas úteis para tirar a fralda 
10. Ignore falas , vocalizações, risadinhas e ações sem importância. 
38. Se você decidir usar livros ou brinquedos para relaxar a criança durante o uso do banheiro, garanta que esses itens não estejam disponíveis para criança em outros momentos. 
39. Ensinar a usar o banheiro à noite só deve acontecer depois que a criança mostrar um grau razoável de independência no uso do banheiro no período diurno.

(tradução do artigo “Potty training your child with autism: ready,seat, go”, publicado pela Autism Asperger’s Digest magazine 2010) 

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Brinquedo por faixa etária




Brinquedo e educação

Brinquedo ideal para os recém-nascidos
Os bebês precisam de brinquedos para aprender noções de tamanho, forma, som, textura e como funcionam as coisas. Segundo a Abrinq, estudos mostram que desde o nascimento os bebês são sensíveis ao seu meio ambiente e revelam que ao nascer suas percepções sensoriais respondem aos estímulos de olfato, paladar, som, tato e visão.
Nos primeiros meses de vida, a percepção visual do bebê só é boa de perto, portanto, objetos coloridos ainda não vão chamar sua atenção. Mas logo no segundo mês o bebê faz gestos e sorri ao se aproximar de um rosto humano e presta atenção em vozes conhecidas.
É só a partir do terceiro mês que ele começa a sugar o polegar ou um dos dedos, brincar com a língua, reproduzir sons. Nessa fase, chocalhos, brinquedos musicais e mordedores são os mais apropriados.


Brinquedo ideal para bebê de 6 meses a 1 ano
Com seis meses o bebê consegue ficar sentado mais firmemente e seu desenvolvimento motor e intelectual já permite brincadeiras mais divertidas, como bater os brinquedos contra a beira da cama e encontrar objetos escondidos. Nessa fase, eles conseguem se deslocar do lugar e até segurar um objeto com cada mão. Brinquedos flutuantes entram no seu campo de interesse e o banho fica mais divertido com patinhos de borracha que bóiam na água.
Quando um bebê já consegue sentar-se está pronto para brincar com cubos que tenham guizos embutidos ou ilustrações, com copos ou caixas que se encaixam uns dentro dos outros e com brinquedos ou argolas empilháveis.
O desenvolvimento social da criança é expressivo no oitavo mês. Ele já participa ativamente de brincadeiras como esconde-esconde e troca sinais com os adultos. Os pais podem introduzir brincadeiras como fazer caretas e sons para a criança imitar, bater palma, brincar de pegar e soltar e colocar o bebê a cavalo sobre a barriga. Brinquedos para martelar, empilhar e desmontar podem distrair a criança durante certo tempo.
Brinquedo ideal para bebês de 1 a 2 anos
Ao completar um ano as crianças têm bom equilíbrio sentada e já começam a dar os primeiros passinhos e atender as solicitações para soltar objetos que estejam segurando, ou seja, já têm um bom desenvolvimento motor e de postura. E socialmente, já conseguem interagir com adultos ou outras crianças, repetindo gestos ou atitudes que provocaram risadas.
Segundo a Abrinq, brinquedos vistosos e leves, de várias texturas, estimulam os sentidos da visão, da audição e do tato. Um móbile no berço diverte o bebê até que possa apanhar objetos. Esse é o momento de dar bonecas de tecido e bichos de pelúcia feitos de materiais atóxicos, que são gostosos de tocar e abraçar, mas não servem para chupar ou morder. E preste muita atenção nas costuras, que devem ser resistentes, e nos olhos e narizes, que devem estar firmemente costurados.
Nesta idade os bebês começam a apreciar livros com ilustrações de objetos familiares. Quando a criança começa a engatinhar ou a caminhar, os brinquedos mais estimulantes e divertidos são os que se empurra ou puxa, como um pequeno vagão ou um carrinho de boneca, bem como brinquedos de montar e desmontar.
Lembre-se que nesta idade a criança ainda precisa ser constantemente vigiada enquanto brinca. Prefira brinquedos que tenham peças grandes que não possam ser engolidas, sejam leves para manusear, não tenham pontas ou bordas afiadas, sejam de cores vivas e não sejam tóxicos.
Brinquedo ideal para bebês de 2 a 3 anos
Com dois aninhos os pequenos querem diversão. É difícil mantê-los sentados por muito tempo. Eles já conseguem subir e descer escadas usando o corrimão, pular com os dois pés e chutar sem perder o equilíbrio. É a vez das bolas.
Sua maneira de se comunicar é através de gestos, atitudes, mímica, sobretudo com outras crianças. Para ajudar a criança a se comunicar melhor e ampliar seu vocabulário, cantar e dançar é a melhor solução. Eles também se divertem com brincadeiras animadas como pular na cama e fazer imitações e caretas.
É bom continuar incentivando a criança a desenvolver sua habilidade motora. Para isso, use muitos blocos e ajude-o a empilhá-los, encher os carrinhos com os blocos, equilibrar um em cima do outro.
Nesse período a criança já deve começar a participar da arrumação das suas coisas. Depois da bagunça, peça a ajuda da criança para organizar e recolher o brinquedo. Isso deve ser feito como uma continuação da brincadeira, e não como uma obrigação, uma coisa chata.
Brinquedo ideal para crianças de 3 a 4 anos
Um bebê irrequieto precisa de brinquedos que ativem seu movimento corporal. Com três aninhos a criança se diverte mesmo em cima de um triciclo ou com um grande carrinho de puxar. E isso é ótimo para desenvolver o senso de direção, de espaço, controle, força, enfim, várias habilidades.
Brinquedos ao ar livre também são uma boa idéia, como bolas, brinquedos infláveis, espelhos d'água ou caixas de areia com pás e cubos. Eles também vão adorar fazer barulho com instrumentos musicais como pandeiros, pianinhos, trombetas e tambores.
A Abrinq recomenda nessa etapa estimular algumas habilidades psicomotoras, incluindo a coordenação entre o olho e a mão e o desenvolvimento da habilidade dos dedos e das mãos, através de brinquedos de montar e desmontar mais complicados, blocos de tamanhos e formas diferentes, assim como jogos e quebra-cabeças simples.
E como seu desenvolvimento intelectual está a todo vapor, já é possível desenhar círculos, bonecos, enumerar os elementos de uma ilustração, colorir. Livros cheios de ilustrações e histórias divertidas vão ajudar a criança a descobrir o nome das coisas e saciar suas curiosidades. Com cerca de três anos, eles entendem mais de mil palavras e começam a usar artigos, pronomes e advérbios nas suas pequenas frases.

Brinquedo ideal para crianças de 4 a 6 anos
A criança em fase pré escolar é hábil nos jogos de faz-de-conta, gosta de desempenhar papel de adulto e criar situações fantásticas. É a fase do mundo imaginário, quando sua criatividade está a todo vapor. Portanto, qualquer brinquedo ou equipamento que ajude o pequeno a entrar nesse mundo de fantasia é bem-vindo.
As crianças nesta faixa etária se interessam muito por coisas que imitam o mundo dos adultos, que dão a sensação de segurança e companhia, como dinheiro de brinquedo, caixa registradora, telefone, cidadezinhas, circos, fazendas, postos de gasolina e casas de boneca com móveis. Os meios de transporte também viram atração: caminhões, automóveis, aviões, trens, barcos e tratores.
É com essa idade que começam a aparecer os medos infantis. Primeiro são as bruxas, o escuro e outras coisas feias que tiram o sono da garotada. Depois, os medos vão se diversificando e viram medos abstratos, como medo da morte e de falhar. Por isso, a Abrinq recomenda nessa etapa uma boneca ou um ursinho de pelúcia, que ajudam muitas crianças a superar momentos difíceis de sua vida infantil. "Às vezes, as crianças expressam suas confidências a um brinquedo e compartilham com ele emoções que guardariam em segredo".

Brinquedo ideal para crianças acima de 6 anos
Nessa etapa da infância, as possibilidades de brinquedos são infinitas: jogos de tabuleiro, bolinhas de gude, pipas, carros de corrida, trens elétricos, argila para modelar, pincel, brinquedos de mágica, artigos esportivos e como não podia faltar, bicicletas maiores com rodinha de apoio, patins, skate e tudo que possibilite se movimentar com confiança.
Como a criança manifesta grande interesse pelas atividades escolares, é bom fazer da brincadeira uma continuação da escola. Para isso, a Abrinq indica o uso jogos que exigem o uso da imaginação ou o cálculo mental, tais como os jogos eletrônicos, jogos de tabuleiro, jogos de palavras e de memória criados especialmente para esta faixa etária. "Muitos jogos e brinquedos eletrônicos dirigidos a esta faixa etária são classificados como 'educativos' porque foram criados para ajudar as crianças no aprendizado de certos conceitos específicos", diz o Guia dos Brinquedos e do Brincar.
É por volta dos seis anos que eles descobrem os videogames. Mas os pais não precisam se preocupar. Escolhendo os jogos certos, essa pode ser uma ótima forma de aprender. "Muitos jogos oferecem níveis progressivos de dificuldade bem como oportunidades para desenvolver a habilidade e a coordenação e uma compreensão do significado da estratégia no relacionamento humano, em geral através da competição".





Aprendendo a comprar

Ao adquirir um brinquedo, lembre-se que a pesquisa é fundamental. Os preços costumam variar bastante de um lugar para outro. Verifique o mecanismo de funcionamento, como fricção, bateria e pilha, considerando os custos que cada uma das opções representa.
Todo produto deve trazer informações adequadas e claras sobre suas características, qualidades, quantidade, origem, composição, preço, prazo de validade, garantia, entre outros dados, bem como sobre os riscos que possam apresentar à saúde e segurança do consumidor. “A embalagem deve conter a idade para a qual o brinquedo é indicado. Se for impróprio para crianças menores de três anos, a embalagem deverá trazer, de forma clara e legível, esta advertência”, explica Aires Fernandes.
Aires Fernandes recomenda verificar na embalagem de brinquedos as seguintes informações antes da compra:
- a faixa etária ou idade a que se destina;
- a identificação do fabricante (nome, CGC, endereço);
- o número de peças ou regras de montagem, quando for o caso;
- as instruções de uso e de montagem (quando for o caso) que deve estar escrita em linguagem clara e objetiva, em língua portuguesa e com ilustrações;
- eventuais riscos que possam apresentar à criança;
- selo de segurança fornecido pelo INMETRO, indicando se o produto foi fabricado e comercializado de acordo com as normas técnicas em vigor, juntamente com o selo de um órgão credenciado para testar sua qualidade (IQB, Falcão Bauer).
Outra recomendação é não comprar o brinquedo por impulso, afinal, nem sempre produtos "da moda" são os mais adequados.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Guia de Treinamento para o Cuidado com os Dentes





PARA AS FAMÍLIAS - Introdução em casa

Saúde oral é um componente muito importante da vida cotidiana saudável. Mas para algumas crianças autistas, hábitos de saúde oral pode ser um desafio. Nossa esperança é que este guia forneça informações para ajudar as famílias a começarem uma vida de boa higiene oral.

Para começar, você e seu filho devem escolher a escova de dente certa. Existem muitos tipos, estilos e cores disponíveis. É importante que a escova seja do tamanho certo para a boca do seu filho e que tenha cerdas macias.

Algumas crianças autistas podem apresentar dificuldade em escovar os dentes. A sensação inicial pode ser desconfortável e a criança pode precisar ser desensibilizada. Você pode iniciar usando a escova de dente para tocar os lábios ou apenas o interior da boca do seu filho.

Você também poderá ensinar seu filho a "abrir completamente." Para melhor entendimento, mostrar para seu filho como você escova os próprios dentes também pode ser útil.

ESCOVAÇÃO E USO DO FIO DENTAL

Escovando os dentes do seu filho

 Fique atrás do seu filho com a cabeça dele em seu peito.

 Coloque uma quantidade do tamanho de uma ervilha de pasta de ente no meio da escova.

 Guie a escova como se você fosse escovar os próprios dentes.

 Existem seis etapas para a escovação:

1. Escovar a superfície externa, interna e os dentes posteriores uperiores e inferiores de cada lado da boca, cinco vezes.

2. Passar para a arcada superior e escovar a superfície interior, xterior e de mastigação, cinco vezes.

3. Escovar a superfície interior e exterior dos dentes frontais da arcada inferior, cinco vezes.

4. Passar para a arcada superior e escovar a superfície exterior e interior dos dentes posteriores, cinco vezes.

5. Escovar a superfície da superfície interior, exterior e de mastigação, dos dentes frontais da arcada superior, cinco vezes.

6. Escovar a superfície interior, exterior e de mastigação dos dentes posteriores da arcada inferior cinco vezes.

Embora a maioria das pessoas escove os dentes no banheiro, para acomodar seu filho e acostuma-lo com a escovação, você pode fazer isso no sofá ou em qualquer outra parte da casa onde ele possa se sentir mais à vontade. O objetivo final é o seu filho escovar os dentes da maneira mais independente possível.

Uso do fio dental

Outra prática de saúde oral importante que deve ser dominada é uso do fio dental. Da mesma forma que a escovação, essa prática deve ser introduzida logo que possível em pequenas etapas, na medida em que cada sucesso é construído.

 Você irá usar a mesma técnica. Coloque a cabeça do seu filho em seu peito e use o

fio dental como se fosse em seus próprios dentes.

 Use o fio dental em cada dente. Novamente, o objetivo é seu filho conseguir realizar essa tarefa sozinho.

Outras dicas que podem ser úteis

 Algumas famílias acham útil utilizar um cronômetro para que o indivíduo com qualquer transtorno do espectro autista (ASD) possa ficar sabendo quando a tarefa irá acabar.

 Os autistas utilizam suportes e planejamentos visuais. Um planejamento visual pode ser criado tirando fotografias das etapas descritas na página anterior.

- As famílias, em seguida, podem imprimir as fotos e criar planejamentos visuais para seu filho. Algumas famílias podem imprimir a página e assinalar as atividades conforme elas ocorrem. As páginas podem ser protegidas por um material transparente e uma caneta que apague pode ser usada, para assinalar cada atividade, de forma que essa página possa ser reutilizada.

- Outras podem cortar as fotografias e protegê-las com um material transparente, e colocar velcro no verso de cada fotografia Essas fotografias são arrumadas num quadro, em ordem cronológica, e a cada etapa vencida a fotografia correspondente é
removida.

 Outra opção é fotografar cada etapa do processo de escovação dental, carregar as imagens para um retroprojetor e programá-lo para que cada fotografia seja exibida durante intervalos de 10 segundos. Isso pode ser usado no banheiro, enquanto a criança estiver escovando os dentes para que ela tenha um lembrete visual do momento em que deve passar para a próxima etapa.

 Alguns indivíduos precisam ser estimulados com um agradecimento verbal ou uma recompensa após cada etapa. Outras podem ser capazes de completar alguma, muitas ou todas as etapas antes de receber um agradecimento verbal ou guloseima. Cada criança precisará trabalhar em seu próprio ritmo para obter as habilidades necessárias para escovar seus dentes.

Uma vez que a escova de dente manual foi dominada, uma escova elétrica pode ser introduzida. A escova elétrica é um pouco diferente no que diz respeito à forma como a escovação é realizada e então, o indivíduo já não precisa mais fazer os "movimentos para a escovação".

Em todos os casos, o objetivo final é o autista escovar os seus dentes da forma mais
independente possível.

Encontrando o consultório adequado

É importante encontrar um dentista que tenha experiência em tratar indivíduos autistas.

Converse com o dentista antes da consulta.

 Informe ao dentista qual o melhor horário do dia para seu filho.

 Descreva as preocupações ou desafios que podem apresentar-se durante a consulta.

 Verifique se ele tem fotos do consultório para que você possa analisá-las junto com seu filho antes da consulta.

Preparando-se para a consulta odontológica

Você pode preparar seu filho antes de ir ao dentista. Para algumas crianças, um planejamento visual pode ser útil para que eles saibam o que vai acontecer durante a consulta. Você também pode experimentar praticar com seu filho sentar-se em uma cadeira reclinável.

Talvez você precise ensinar cada uma das etapas a seguir para que ele compreenda as instruções do dentista.

 Colocar as mãos na altura de seu estômago

 Colocar os pés em linha reta

 Abertura ampla

 Manter a boca aberta

 Contar seus dentes

 Limpar com uma escova elétrica

 Fazer exame radiológico

 Cuspir na pia

Talvez cada etapa precise ser vencida individualmente. Muitos dos instrumentos utilizados em uma consulta odontológica podem ser comprados na farmácia. São eles:

 Lanterna pequena

 Espelho odontológico

 Massageador de gengiva com extremidade de borracha

Você também pode ser capaz de obter alguns suportes para radiografia odontológica com seu dentista antes da consulta, para que seu filho possa praticar mordendo esse suporte e familiarizar-se para caso seja necessário realizar alguma radiografia.
PLANEJAMENTO VISUAL

Os autistas geralmente utilizam suportes e planejamentos visuais. O seguinte planejamento visual descreve as etapas necessárias para uma consulta odontológica (veja em: http://www.autismoerealidade.com.br/). As famílias podem ficar a vontade para imprimir as fotos e criar um planejamento visual para seu filho. Algumas famílias podem imprimir a página e assinalar as atividades conforme elas ocorrem. As páginas podem ser protegidas por um material transparente e uma caneta que apague pode ser usada, para assinalar cada atividade, de forma que essa página possa ser reutilizada em cada consulta Outras podem cortar as
fotografias e protegê-las com um material transparente, e colocar velcro no verso de cada fotografia. As fotografias são arrumadas num quadro, em ordem cronológica, e a cada etapa finalizada a fotografia é removida.

Algumas crianças podem precisar ser estimuladas com um agradecimento verbal, um item preferido ou uma recompensa após cada etapa. Outras podem ser capazes de completar algumas, muitas ou todas as etapas antes de receber um agradecimento verbal ou uma recompensa. Cada criança precisará trabalhar em seu próprio ritmo para obter as habilidades necessárias para uma consulta odontológica

Conhecendo o dentista

Seu filho provavelmente conhecerá o dentista na sala de espera. Você pode ligar antes, para verificar se o dentista está atendendo na hora certa. Caso a agenda esteja atrasada e você julgue que seu filho pode ficar ansioso na sala de espera, você pode perguntar à recepcionista se vocês poderiam esperar no carro e pedir-lhe para ligar para o seu celular quando o dentista estiver pronto para atender seu filho. Leve o brinquedo favorito ou uma recompensa para o trabalho bem feito. Você também pode levar um familiar, professor ou especialista em autismo para ajudar a tornar a consulta um sucesso.

PARA O DENTISTA

O que é autismo?

O autismo é um termo geral usado para descrever um grupo de complexos transtornos de desenvolvimento neurológico conhecido como Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD). Os outros transtornos globais do desenvolvimento são TGD-SOE (Transtorno Global do Desenvolvimento – Sem Outra Especificação), Síndrome de Asperger, Síndrome de Rett e Transtorno Desintegrativo da Infância.

Muitos pais e profissionais se referem a este grupo como transtornos do espectro autista (TEA), que afeta 1 em 110 crianças e 1 em 70 meninos.

Indivíduos com TEA têm dificuldades com:

 Interações sociais

 Comunicação

 Dificuldade relativa em participar de um bate-papo ou interagir

 Comportamento repetitivo ou estereotipado

 Indivíduos com TEA também podem apresenta maior ou menor sensibilidade para visão, audição, tato, olfato ou paladar.

Conselhos para os especialistas

 Desenvolva uma relação com seu paciente autista.

 Fale em uma voz calma e suave.

 Abaixe-se até a altura da criança e transmita segurança e tranquilidade.

 Não pergunte a criança se ela quer vir com você, apenas diga suavemente para ela o que você vai fazer em seguida.

 Seja coerente.
 
Preparando seu consultório

Uma vez que cada criança autista é diferente, algumas sugestões podem funcionar para um paciente, e não funcionar para o outro.

Pergunte primeiro aos pais, se existem algumas sugestões que possam melhor atender as necessidades de seu paciente com TEA.

 Diminua as luzes se necessário.

 Desligue ruídos altos.

 Ligue os instrumentos para que a criança possa observá-los antes de iniciar o procedimento.

 Arrume seu consultório. A bagunça pode distrair a criança ou tornála ansiosa.

 Deixe a criança saber o que você vai fazer. Você pode mostrar para a criança na mão dela, como você vai contar os seus dentes, para que ela saiba o que vai acontecer.

 Certifique-se de fornecer informações claras e precisas, quando falar com a criança.

 Termine cada consulta com uma observação positiva, para que você e seu paciente possam construir o sucesso dessa parceria.

Às vezes, podem ser necessárias várias consultas para completar um exame odontológico. Se você trabalhar com a família nesse processo, você vai construir uma relação em conjunto que irá resultar em um maior tempo de boa saúde oral para as crianças autistas.